Black Label inova com serviço de alfaiataria virtual e fatura alto

Black Label inova com serviço de alfaiataria virtual e fatura altoMesmo para quem não está muito interessado em moda é difícil entrar no site da empresa americana Blank Label sem gastar alguns minutos brincando de estilista. Lá é possível determinar, entre dezenas de tecidos, o que vai servir de base para criar uma camisa masculina sob medida.

No processo de criação, o cliente pode escolher também o estilo da gola, a cor dos botões e se é ou não para incluir um bolsinho. Dessa personalização toda é que vem o nome da empresa — em português, blank label quer dizer “etiqueta em branco” (é mesmo possível desenhar uma etiqueta exclusiva ou bordar as iniciais).

Essa espécie de alfaiataria virtual começou a nascer em 2009 nas mãos do chinês Fan Bi, de 24 anos, e do americano Danny Wong, de 21. Na época, Bi havia contratado Wong para ser um dos vendedores da empresa que ele acabara de criar, uma fabricante de roupas sob encomenda para jovens universitários que frequentavam as faculdades próximas a Boston, onde eles estudavam.

Wong, um aficionado de tecnologia e internet, propôs ao futuro patrão transportar o negócio para o mundo virtual. “Gostei tanto da ideia que o chamei para sócio da nova empresa”, diz Bi.

Personalização é a chave do sucesso para alfaiataria virtual

Wong cuida da operação do site, cujas  diversas possibilidades permitem que um cliente forneça nove medidas para adaptar a camisa a seu corpo, como comprimento do braço, do tronco e do ombro e tamanho do punho, do colarinho e da cintura. “Cada cliente pode criar uma peça exclusiva, cuja combinação dificilmente será copiada por alguém”, diz Wong. Ele também cuida da divulgação da marca, fortemente apoiada em redes sociais e em blogs.

Por trás dos croquis virtuais, Bi deve garantir que tudo funcione direito. Ele é o responsável por manter uma rede de fornecedores pelo mundo — há componentes de origem italiana e japonesa, por exemplo. As fábricas em que as camisas são montadas ficam na China, onde a mão de obra mais barata viabiliza um negócio com baixa escala.

“Cinco funcionários nossos em Xangai controlam a qualidade das peças”, diz Bi. Para fazer as camisas chegar aos clientes, a Blank Label firmou contrato com uma operadora logística de alcance internacional. Em média, uma camisa demora quatro semanas para chegar à casa de um cliente em qualquer lugar do mundo.

Em 2012, a Blank Label deve faturar 1,5 milhão de dólares — 40% mais do que em 2011. No início, Bi e Wong achavam que seu consumidor típico eram jovens em busca de roupas diferentes. Uma pesquisa feita há dois anos mostrou a eles que o mercado é muito maior.

“Quase 90% de nossos clientes são executivos que querem camisas mais bem ajustadas”, diz Bi. Os dois sócios pretendem ampliar a atuação em breve. “Já estamos trabalhando no lançamento de uma linha para mulheres “, diz Bi.

O comércio eletrônico de moda é um dos segmentos que mais cresce na Internet brasileira e modelos de engócio como o da Black Label fazem parte de um conjunto de oportunidades viáveis para quem pretende entrar no setor.

Alfaiataria virtual – Camisas ao gosto do freguês
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