Comércio Eletrônico no Natal
Comércio eletrônico se preparam para aumento da demanda no Natal
As empresas do comércio eletrônico já estão se preparando para as vendas de fim de ano. Ao menos é isso o que garante a gerente de risco da BuscaPé Financial Services, Maria Albina Barros Barbosa. “As equipes são reforçadas já no início de outubro, com o Dia das Crianças, para suprir uma demanda que normalmente se estende até o fim de janeiro”, informa.
De acordo com a profissional, nesse período já é possível observar um aumento no número de contratações na área de pagamento digital, especialmente no que diz respeito aos setores de atendimento, prevenção a fraudes e mediação de disputas.
Tal opinião é também compartilhada pelo coordenador da ClearSale, Ohmar Jarouche. Para ele, o aumento na demanda é ocasionado pela praticidade das compras on-line. “Nessa época muitas pessoas evitam as filas das lojas e optam pela compra de produtos na internet. Para atender a todos os pedidos, as empresas do setor costumam aumentar seu quadro de funcionários”, diz.
Treinamento necessário
Para evitar atrasos no processamento de pedidos ou mesmo na entrega dos produtos, as empresas de e-commerce têm investido também no treinamento de seus colaboradores. Dessa forma, é possível combater as fraudes – que aumentam nesse período.
“As equipes precisam ser preparadas para evitar as fraudes, afinal, com o aumento da demanda nas compras de fim de ano cresce também o percentual desse problema”, informa Jarouche.
Fraudes: os produtos mais visados
Entre os produtos mais afetados por esse tipo de ação destacam-se os de vestuário, calçados esportivos, telefonia, eletrônicos, informática, perfumes importados, e claro, os brinquedos e games.
“Esses também foram os produtos mais visados em 2010. Contudo, o aumento de ofertas de tablets, smartphones com tecnologia 3G e consoles nos sites de compras coletivas também exigirão mais atenção dos lojistas neste Natal”, diz Maria Albina. Para ela, o combate de fraudes depende, principalmente, da observação do mercado.
“É preciso não apenas responder rapidamente às tendências de fraudes, mas prevê-las. Os comportamentos fraudulentos recém descobertos devem ser compartilhados e os novos modelos de negócios devem contar com medidas preventivas de proteção”, aconselha.
Dicas para o comerciante
Os comerciantes que quiserem se proteger de tais ações, mas sem com isso passar uma imagem negativa aos consumidores, precisam estar atentos. Ao menos é isso o que aconselha Jarouche.
“Uma mudança no endereço de entrega exige atenção, mas não pode ser o único critério para determinar o cancelamento de uma compra”, diz o coordenador da ClearSale, que informa que alguns lojistas, por desconhecimento do mercado e-commerce, acabam cancelando os pedidos de seus clientes por receio.
Na opinião dele, a melhor atitude a se tomar em caso de suspeita de fraude consiste em confirmar a compra com o titular do cartão. “Não é possível ter fraude zero em uma empresa que trabalhe com vendas pela internet, mas é possível minimizar esse problema. Um cliente que é reprovado sem nenhum critério migra para outra loja”, esclarece Jarouche.
Fonte: Info Money
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