Comércio eletrônico triplica em cinco anos

Comércio eletrônico triplica em cinco anosHá 20 anos, seria inimaginável pensar que a maioria da população estaria conectada em um só lugar. Há 10, a tecnologia já estava presente no dia a dia de boa parte das pessoas e já dava sinais de que a vida já não seria mais a mesma sem ela. Hoje, tudo convergiu para o mesmo espaço. De casa, do trabalho ou da rua, independentemente de onde se esteja fisicamente, todos frequentam o mesmo lugar, a mesma “praça do interior”. E é onde as pessoas estão que as empresas querem estar.

De olho na migração da população para o universo digital, muitas empresas, inclusive tradicionais do varejo, passaram a apostar no comércio eletrônico. Muitas outras, contudo,  já nasceram tendo o espaço virtual como principal plataforma de atendimento. E lá começaram a vender e notar resultados positivos. De 2008 a 2012, o volume de vendas no sites brasileiros saltou de R$ 8,2 bilhões para R$ 22,5 bilhões. Para este ano, a expectativa é que atinjam faturamento de  R$ 28 bilhões, segundo a E-bit.

Perspectivas são ainda melhores

Devido ao crescimento acelerado, em três anos, o Brasil  deverá se tornar o quarto do mundo no segmento, segundo a T Index, da consultoria italiana Translated. Hoje é o sétimo, atrás dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido e França. A expectativa do setor é tão otimista que, em 20 anos, a previsão é que as lojas físicas percam espaço para as virtuais, acessadas de casa,   atendendo às demandas dos  centros urbanos e das pequenas cidades, sem sair do lugar.

O aumento  é impulsionado pela presença cada vez maior de usuários na internet,  hoje 44,85% da população, segundo o Ibope. Com metade dos brasileiros na plataforma virtual, nada mais vantajoso do que apostar nesse filão. Mas, para ter um comércio virtual, não basta apenas ter gente para comprar. Para conseguir bons resultados, os sites  precisam apostar na  funcionalidade e na integração dos processos para garantir rapidez e eficiência, o grande diferencial do segmento. Hoje, um dos principais desafios é melhorar a estrutura física não apenas para atrair clientes, como garantir facilidade para a efetivação da compra.  Em suma: não vale a pena ter um site bonito, se ele não é funcional.

Por isso, é importante investir na interface, contratando agências de criação mais preocupadas com a performance do que com a estética, aconselha Marcos Del Valle, da agência de marketing digital Jüssi. “Os sites devem ter um menu  que facilite acesso a produtos. A forma como será diagramada a  oferta  viabiliza ou não a compra”.

Logística é um desafio

Outro  desafio é a operacionalização dos processos de   estoque e a entrega. Afinal, como fazer a integração entre a plataforma de e-commerce com um sistema de entrega eficiente? A professora de mídias digitais da Unifacs, Milene Moura, responde: “É importante fazer com que a venda seja próxima do que acontece no ponto físico”. Para isso, é preciso estabelecer parcerias com fornecedores, para assegurar que os produtos expostos estejam à disposição do consumidor, e com empresas de logística com boa referência, já que a rapidez fideliza clientes.

O processo de pagamento é também outro ponto fundamental para fidelizar o  consumidor. A maioria das micro e pequenas empresas não possui a cobrança no próprio site, por conta do alto custo da operação, de R$ 600 mil a R$ 2 milhões. Assim, após encher o carrinho, os clientes são remetidos para outro ambiente, no qual é preciso outro login e outro cadastro para pagar. “O cliente acaba desistindo por causa do trabalho”, afirma Igor Senra, CEO do Moip, empresa de pagamentos online. Milene Moura destaca que, com as novas regras para o comércio eletrônico, instituídas pelo Decreto Federal 7.962/13, a tendência é que haja mais profissionalização no setor para atender às exigências.

Para quem ainda não possui sites, mas  tem interesse em vender na internet, as redes sociais são de grande ajuda. Mais de 2/3 dos clientes digitais do Brasil estão interessados em conhecer  produtos nas redes sociais, segundo a consultoria Capgemini. A artesã Luana Bonfim começou a vender no Facebook por acaso, e hoje 50% das bolsas e acessórios da sua marca, a Preta Brasil, são realizadas pela rede. “Com o Facebook consigo vender porque  publico na página de amigos, outras pessoas veem  e vão se interessando”.

Por Kleyzer Seixas

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3 COMENTÁRIOS

  1. “por conta do alto custo da operação, de R$ 600 mil a R$ 2 milhões” Que danado de custo é esse que você comentam ?? A afiliação a uma operadora não chega à 1% disso ??? Fiquei no vácuo agora….

  2. Realmente iniciar os negócios virtuais não é fácil. Minha loja está em reformas mas ainda não há verbas para contratação de uma empresa específica para o desenvolvimento. O cadastro de minha loja virtual está vinculado àquelas lojas prontas, é o que é possível no momento. O problema que tenho enfrentado é de não conseguir vender PELA INTERNET e sim por causa dela. Como conseguir romper esta barreira?

    • Olá Priscila

      A opção por lojas virtuais alugadas é muito válida, o problema é existem “lojas” e Lojas. O mercado está repleto de boas ofertas mas infelizmente, algumas não conseguem ter o desempenho profissional exigido pelo atual estágio do e-commerce brasileiro.

      Muitos projetos que desenvolvemos são estruturados sobre plataformas no formato SAAS – Software as a Service, que além de contar com uma estrutura pronta e testada, ainda tira a questão da TI das rotinas de administração do empresário.

      Um forte abraço

      Alberto Valle
      http://www.cursodeecommerce.com.br

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