Compras Coletivas e novos modelos de negócios



   

Compras Coletivas e novos modelos de negócios

Novos modelos de negócios para sites de compras coletivasA febre dos sites de compras coletivas tomou rapidamente os EUA e ganhou o mundo, chegando ao Brasil em tempo recorde e chegando ao topo na preferência do consumidor, a partir do pioneiro Peixe Urbano e também com a chegada do norte-americano Groupon. Não é exagero dizer que o advento da crise financeira mundial, somada aos recursos da internet 2.0, levaram a prática das compras coletivas a criar todo um novo setor da economia. Sites se multiplicaram e criou-se soluções para o atendimento de nichos, regiões e mercados específicos. Ultimamente, no entanto, alguns dos principais sites do segmento vêm passando por uma queda sistemática em sua audiência, ainda que outros tenham mostrado algum ganho de público. A oscilação, nada discreta, pode ser o primeiro indício de que há um excessivo número de players atuando nesse segmento.

A febre ainda não passou, de qualquer modo. O excesso de compras nesse tipo de sistema parece sim ter dado origem a diversos outros modelos de negócio, que proliferam na mesma velocidade dos sites de compras coletivas. Entre eles estão modelos como:

  • Organização de cupons: sites especializados que agregam cupons adquiridos nos diversos portais de compras coletivas e os organizam, permitindo maior controle do uso e agendamento para as promoções detidas pelos usuários. O Organizaí, por exemplo, importa cupons adquiridos automaticamente, envia lembretes a respeito dos prazos de cada e permite o acesso do usuário a seu painel pelo celular. Outros sites prestam serviços similares, embora ainda não tenham ganho a mídia de forma tão acentuada – é o caso do Comprazilla e do Cuponzal.
  • Revenda de cupons: estimativas apontam que 30% dos cupons adquiridos no sistema de compras coletivas acabam jamais sendo utilizados. Com isso, surgiram sites como o Regrupe, que permitem a revenda ou compra de cupons já adquiridos junto a sites como o Groupon. Outros sites que também possui igual modelo são o TrocaOferta e o Reurbano.
  • Agregadores: sites que congregam ofertas de diversos portais de compras coletivas na mesma página. Entre os exemplos mais notórios estão o Saveme e o Valejunto.
  • Compras segmentadas: com a intensificação das compras coletivas, surgiram diversos sites com atuação específica, como o HotelUrbano, com promoções relacionadas a turismo e hospedagem.

O milagre da multiplicação dos sites de compras coletivas

Além de diversos problemas com o consumidor, em termos de entregas e o efeito “era melhor na foto”, o número de sites de compras coletivas se multiplicou vertiginosamente ao longo de 2011. Muitos deles parecem estar disputando mercado e isso gerou uma queda nos acessos para os principais sites do mercado, embora sites mais recentes ou especializados tenham conseguido um bom ganho de participaçã. Veja essa disputa em nosso Ranking dos Sites de Compras Coletivas.

Novo mercado?

Com a massificação das compras coletivas – e também o desconforto muitas vezes causados pela impressão de que “o barato sai caro”, algumas startups tentaram mudar um pouco o modelo de negócios. Até hoje são comuns almanaques e revistas de bairro que trazem ofertas e descontos em comércios e prestadores de serviços da região. A partir do sucesso dessa ferramenta de marketing praticamente centenária, sites como o Kupoons, o Freepon e o Cuponeria estão crescendo e ganhando importância no mercado.

O modelo de sites de compras coletivas e suas variações ainda tem muito espaço no comércio eletrônico.

GD Star Rating
loading...

Cadastre seu e-mail em nosso Boletim Informativo ou assinar nosso Feed:

Outros Artigos Relacionados:


Deixe um Comentário

Email