Venda pela Internet exige cuidados e deveres comuns a empresa física

Micro e pequenos empresários, maioria no comércio eletrônico, devem estar atentos às exigências do mercado. Dados da Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico apontavam no fim do ano passado que os micros e pequenos empresários eram responsáveis por 98% dos 60 mil sites que realizavam vendas no Brasil. De acordo com o consultor de marketing do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Wlamir Bello, esse é uma realidade que se mantém no País, tendo em vista o grande potencial de compra e venda pela Internet.

Os empresários que pensam em abrir uma empresa de comércio eletrônico ou desejam colocar os seus produtos à venda em sites, precisam fazer um planejamento antecipado, como em qualquer outro negócio. Segundo o consultor, prós e contras devem ser levados em conta e estudos sobre a possibilidade de atender um público maior também devem ser feitos.

Bello conta que um dos maiores erros cometidos na abertura de uma empresa que atua somente pela Internet, é achar que esse tipo de atividade pode ser mais econômica, pois não será necessário um espaço físico: “Pensar dessa maneira é um engano, porque, mesmo nesse comércio, o empresário terá que ter um lugar para guardar a mercadoria que comercializa”.

Além do planejamento, os cuidados e deveres também são os mesmos, como a emissão de notas fiscais, o respeito aos prazos de entrega e ao direito do consumidor. A logística merece uma atenção especial, com a avaliação da demanda que é possível atender. Outro ponto é estabelecer um nicho de atuação no mercado.

Vantagens

Segundo o consultor, seguindo estes cuidados é de 90% a chance de o negócio dar certo, seja uma empresa física que resolve partir para o mundo virtual, ou aquela foi aberta somente para esta área.

Para as vendas via Internet, é preciso colocar à disposição do consumidor informações que abranjam todo o passo a passo da compra on-line e sobre o produto em questão.

O retorno do consumidor é vantajoso, já que é feito um cadastro nesses sites. A partir desses dados, a empresa pode oferecer mais produtos e avisar sobre ofertas.

Outra possibilidade é a reintermediação, que consiste em comprar produtos e revender pela Internet. Um exemplo são as livrarias que colocam a venda em seus sites outros objetos, sem serem livros. “É mais uma alternativa para lucrar e se destacar nesse meio competitivo”, recomenda o consultor.

Deveres das lojas virtuais
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