E-commerce não é prioridade para o governo

E-commerce não é prioridade para o governoNegócios relacionados a comércio eletrônico não terão prioridade no programa Start-Up Brasil, do governo federal, que prevê investimento de R$ 200 mil e apoio de gestão a empresas iniciantes.

É o que diz o secretário de política de informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Virgílio Almeida. Segundo ele, negócios apenas baseados na internet, como os de comércio eletrônico, não interessam devido à saturação e por não serem “estratégicos para o país”.

“Propostas como essa correm sério risco de ficarem sem aceleradoras e não serem aceitas. O que queremos estimular são softwares e serviços de TI para indústrias importantes, como a de educação, saúde e defesa”, diz.

Na última quinta-feira, o governo lançou a segunda fase do programa, que vai apoiar até cem start-ups (empresas iniciantes de base tecnológica). As inscrições começam no próximo dia 31.

Serão quatro os critérios de escolha. O mais forte, com peso 4, será o modelo de negócios, no qual os interessados deverão mostrar qual o mercado a ser atingido, os possíveis concorrentes e o potencial de crescimento.

Depois será avaliada se a solução tem tecnologias inovadoras, com peso 3.

A qualidade da equipe terá peso 2 na avaliação e serão analisados o currículo dos participantes e a capacidade de executar o que propõem.

Por último, com peso 1, as start-ups deverão ter projetos alinhados com o Plano TI Maior. Os temas prioritários dessa iniciativa são educação, defesa, saúde, petróleo e gás, energia, sistemas aeroespaciais, grandes eventos esportivos, agricultura, ambiente, finanças, telecomunicações, mineração e tecnologias estratégicas.

Uma comissão com representantes do empresariado, do governo e da academia vai fazer a escolha. Além da verba de R$ 200 mil, as start-ups receberão um montante variável de investimento privado das nove aceleradoras que foram escolhidas para participar da iniciativa.

O programa também terá uma representação no Vale do Silício para divulgar as empresas participantes.

Com informações da Folha de São Paulo

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2 COMENTÁRIOS

  1. Apesar de ter um e-commerce, eu concordo com a Governo em não investir nessa area, entendo que seja importante investir em tecnologia e estrutura para a educação, saúde e oraganizações de informações e controles mais eficientes de despesas públicas.

    O E-commerce tem uma tendência natural de crescimento e quem quiser engrenar nesse mercado que arque com seus riscos, estrutura e principalmente com a concorrência desleal que existe junto a contrabandistas, intermediários oportunos que rechaçam e rechaçaram sempre o comércio em geral.

    Tarcisio Thomaz

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