E-commerce arrisca credibilidade

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E-commerce arrisca credibilidade

Durante muitos anos, o e-commerce teve que conviver com a insegurança dos usuários em comprar pela internet. “Será que meu pedido vai chegar? Se vier errado, terei como trocar? As lojas serão honestas no uso dos meus dados do cartão de crédito?” Hoje essa é uma batalha vencida. E o resultado é que as vendas pela web na modalidade B2C (business to consumer) chegaram pela primeira vez à marca de US$ 1 trilhão em 2012. Os números são da empresa de análise e pesquisa americana eMarketer. Na América Latina, o Brasil lidera em número de compradores digitais, com 23,7 milhões de usuários em 2012. Superada essa insegurança, porém, o comércio eletrônico, especialmente no Brasil, se vê diante de um novo desafio: desenvolver uma relação mais transparente com os consumidores. Depois do Black Friday e das ditas promoções de final de ano, a imagem de muitas lojas ficou arranhada. Aumentar os preços semanas antes de um evento para depois baixar e anunciar valores até 90% inferiores não pega bem. Fazer isso na internet, então, é uma prática suicida, diante do poder de mobilização das pessoas nas redes sociais e blogs contra essa política. Fica a dica.

Menos e-mails indesejados

O volume de spam (quem diria) atingiu em 2012 o seu índice mais baixo dos últimos cinco anos. Relatório da Kaspersky Lab mostrou que houve uma queda de 8,2% no período. Isso fez com que, no último trimestre do ano passado, o índice permanecesse abaixo de 70%. Para especialistas, a melhoria das proteções antispam é um dos motivos que explicam essa queda.

Mais incômodos nas redes sociais

A migração dos anunciantes para a web 2.0 também explica o recuo nos disparos de spams. Uma das categorias tradicionais de envio dessas mensagens não desejadas, a de artigos de luxo falsos, está migrando para as redes sociais. Foram detectados endereços IP de lojas online que, tradicionalmente, recorriam ao spam para promover seus produtos e que agora utilizam as ferramentas do Facebook.

Rumo à quarta geração

A Vivo iniciou em abril a implantação do 4G, inicialmente nas seis cidades que serão sedes da Copa das Confederações. Depois dessa primeira etapa, as sedes e sub-sedes da Copa do Mundo receberão a quarta geração, envolvendo um pouco mais de 60 cidades até o final do ano. Já foi feita a seleção dos fornecedores, e a empresa está trabalhando nos projetos de engenharia. O presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente, diz que tudo será feito com tranquilidade. “Somos o líder brasileiro do mercado de dados, ou seja, precisamos de um projeto de engenharia que seja absolutamente consistente e coerente com a posição do grupo”, diz.

Insegurança

Mais da metade (55%) das pessoas que foram entrevistadas para a pesquisa Microsoft Computing Safety Index (MCSI) está enfrentando riscos diariamente nas suas interações na web. Porém, somente 16% são proativas quando o assunto é a proteção, tanto pessoal quanto dos seus dados. É a velha prática de não prevenir e, depois, ter que gastar mais tempo e dinheiro para remediar.

Por Patrícia Knebel no Jornal do Comércio

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