Sites de compras coletivas evoluem no Brasil

A evolução dos sites de compras coletivasSites de compras coletivas viram febre na internet, com previsão de faturamento no Brasil de até R$ 200 milhões em 2011. O fenômeno também pode contribuir para que pequenas e médias empresas mostrem suas marcas na rede

As ofertas são anunciadas semanalmente ou em promoções relâmpago. Os descontos provocam arrepios nos consumidores mais afoitos. Roupas, eletrônicos, utensílios domésticos e até mesmo ingressos para peças de teatro e de cinema podem custar 90% menos que em uma loja. A concorrência em busca do mesmo objeto também é voraz e o interessado deve ser rápido para não perder a oportunidade da compra. É nesse estilo que funcionam os sites de compras coletivas na internet. Quatro meses após a estreia da primeira página no Brasil, já foram abertas mais de 15 opções.

A proposta da compra coletiva é simples: basta que um grupo de pessoas — interessadas em um mesmo produto ou serviço — faça a opção por um objeto ou um serviço on-line. Depois de atingir a cota mínima, o usuário deve imprimir o cupom com desconto e levá-lo até a loja ou local. Nos Estados Unidos, esse modelo gerou US$ 250 milhões de lucro em 2009, e a expectativa é dobrar o valor até o fim do ano. No Brasil, a previsão das consultorias é de que o comércio coletivo fature até R$ 200 milhões em 2011. Sites pioneiros nesse tipo de negócio já possuem mais de 1 milhão de clientes cadastrados no país.

O comércio coletivo é também uma alternativa para as pequenas e médias empresas (PMEs) que buscam visibilidade na rede. “Hoje, por meio do site de compras coletivas, o comércio consegue atrair para o local um grande número de pessoas com baixo investimento”, explica Gustavo Borja, sócio-diretor da Citybest, empresa que faz esse tipo de serviço. “Ele é mais eficiente para PMEs. Até criar uma demanda e as pessoas saberem que o local existe é muito difícil. Utilizando os sites de compras coletivas, o reconhecimento é quase que imediato”, aponta Borja. No primeiro mês de funcionamento, o CityBest gerou uma receita estimada em R$ 700 mil aos comércios que participaram das promoções.

Há ainda outra vantagem financeira para as PMEs. Nos Estados Unidos, as empresas parceiras só recebem o dinheiro da transação após um certo período. No Brasil, algumas empresas passam a adotar o pagamento parcial. “Em vez de pagar o valor total, o cliente paga apenas a taxa do cupom e o restante é pago diretamente ao comércio escolhido. Por exemplo, se for R$ 15, o site recebe R$ 5 e os outros R$ 10 são entregues ao dono do estabelecimento pelo cliente”, explica Borja. Na maior parte dos sites de compras coletivas não, é preciso pagar para cadastrar a empresa.

Comparar e escolher

Com tantas opções, fica difícil saber qual site oferece o melhor desconto e as melhores vantagens. Para facilitar as visitas às lojas virtuais, empresas criaram os agregadores de sites de compras coletivas. No fim do mês passado, o Grupo BuscaPé — conhecido pela página de busca de ofertas nos principais e-commerces do Brasil —, comprou o agregador Zipme. Com a aquisição, o serviço passou a ser chamado de Saveme. O portal reúne todas as ofertas anunciadas nos sites de compras coletivas e clubes de compra do país. Como o novo nome sugere, ele faz com que o usuário economize tempo e dinheiro, ganhando em praticidade.

O Saveme tem 115 ofertas diárias de 39 sites em 25 cidades, e 60 mil usuários acessam diariamente a página. “O ZipMe conseguiu conquistar em curtíssimo tempo uma audiência líder no segmento de compras coletivas e clubes de compras. Vamos começar a investir todo o nosso know-how tecnológico para transformá-lo e consolidá-lo como a porta de entrada para quem procura descontos em produtos e em serviços na web, trazendo também para os lojistas uma visibilidade muito maior”, afirmou, em nota, Romero Rodrigues, presidente do BuscaPé.

O Aponta Ofertas também faz esse serviço, mas como uma vantagem: ele conta com uma organização segmentada das ofertas de todos os sites de compras coletivas do Brasil, apresentando ao usuário as opções de acompanhá-las primeiro pela cidade de origem, por categorias de interesse e por meio da visualização em um mapa das ofertas, com até 5km de distância do local de busca do usuário. Não é preciso cadastro no site do Aponta Ofertas para utilizá-lo.

Clube restrito

Diferente dos sites, os clubes de compras coletivas são — na maior parte — fechados para usuários que tenham recebido convites. Enquanto no comércio coletivo é preciso que parte dos associados se interesse pelo produto para o desconto começar a valer, no clube a promoção já existe, independentemente da quantidade de pessoas que irá fechar a compra.

O site espanhol Privalia é o maior nessa categoria. Com franquias no México, na Espanha e na Itália, o clube conta com 6 milhões de sócios no mundo. O crescimento das vendas globais do grupo no primeiro semestre foi 158% maior em relação ao mesmo período do ano passado, superando a receita de todo o ano de 2009. O Brasil contribui com 1,7 milhão de pessoas cadastradas no clube e é o foco de investimento para a empresa. “O país vem liderando o crescimento internacional da Privalia. Só no 1º semestre de 2010, crescemos 12 vezes em relação ao mesmo período do ano passado. Em dois anos, seremos o maior mercado do grupo”, afirmou André Shinohara, CEO da Privalia Brasil, em nota.

Um dos maiores concorrentes do Privalia é o BrandsClub. Criado em março de 2009, o BrandsClub vende produtos de renomadas marcas nacionais e internacionais, com descontos de até 70%. O clube de compras (também fechado para convidados) oferece descontos inclusive para dispositivos da Apple e já alcançou o patamar de 2 milhões de membros.

Pioneiro

Pioneiro nos EUA Em 2008, a GroupOn começou as atividades nos Estados Unidos para oferecer produtos a preços acessíveis. Hoje, ele já disponibiliza o serviço a mais de 250 mercados no mundo, inclusive no Brasil. São quase 200 promoções por dia no site norte-americano. A versão brasileira responde pelo nome de Clube Urbano e atende 40 cidades mais o Distrito Federal. O GrupOn vale cerca de US$ 1 bilhão e possui 20 milhões de usuários cadastrados.

Fonte: Portal Você SA

A evolução das Compras Coletivas
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3 COMENTÁRIOS

  1. Concordo. Acredito que o futuro vai ser daqueles que se segmentarem e daqueles que seguirem o exemplo de modelo do Saveme. Tem tanto clube de compras desse tipo que já tá impossível ficar garimpando as melhores ofertas…

  2. Esses sites de compras coletivas viraram uma febre. A tendencia é setorizar, ou seja, só vão se manter aqueles que escolherem um produto. Tipo assim, só moda, só lcg, só celular etc

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