Tipos de fraudes com cartão de crédito em lojas virtuais

Conheça os principais tipos de fraudes no pagamento com cartões de crédito em lojas virtuaisAs fraudes com cartões de crédito em lojas virtuais são um dos maiores problemas de todo gestor de e-commerce e vem crescendo a cada dia. Com o crescimento do comércio eletrônico no Brasil, os criminosos estão desenvolvendo diversas técnicas de fraudes no e-commerce, o que deixa muita gente preocupada ao entrar nesse negócio.

A questão é muito mais grave do que se pode imaginas numa abordagem inicial. As fraudes com cartões de crédito em lojas virtuais são consideradas um dos principais motivos de fechamento de lojas virtuais no Brasil, principalmente em função do chargeback, o estorno por parte das administradoras de cartões de crédito, de valores já pagos ao lojista anteriormente.

Abaixo reproduzimos um trecho do Manual Anti-Fraudes que distribuímos para os participantes do nosso curso Como Montar Uma Loja Virtual como parte do material que oferecemos tanto no curso presencial quanto no curso online.

Os principais tipos de fraudes com cartões de crédito em lojas virtuais

De maneira geral, as fraudes com cartões de crédito no e-commerce, podem ser definidas em três categorias básicas:

Fraude Amiga – O último a saber

Esse também é um tipo de fraude muito comum no comércio eletrônico. É aquela situação em que a compra é feita por uma pessoas relacionada ao titular do cartão e que tem acesso a todas as informações para concretização da compra, como por exemplo, parentes próximos como filhos, esposa, marido ou irmãos.

Nesse caso não existe má fé propriamente dita, mas a falta de conhecimento do titular do cartão sobre aquela conta, leva ao pedido de cancelamento da mesma e o seu consequente chargeback.

Essa também é uma situação bem comum, e igualmente difícil de ser previamente identificada. Felizmente, a experiência mostra que em muitos casos o titular do cartão, após ser contatado pela loja virtual,  acaba por reconhecer a compra, após identificar o verdadeiro agente da compra.

Fraude Efetiva – Estelionato explícito

É a fraude com cartões de crédito em lojas virtuais deliberadamente cometida por um estelionatário que acessa o e-commerce e efetua a compra como se fosse o titular do cartão roubado. Por ter todos os dados necessários à compra, o processo transcorre normalmente sem qualquer problema. A administradora de cartões de crédito recebe a requisição e aprova a transação dando início ao processo de entrega do produto.

Quando o titular do cartão recebe a fatura, entra em contato com a administradora e questiona o lançamento alegando não reconhecer aquela compra, o que gera imediatamente o chargeback. O resultado é que o lojista fica sem o produto e sem o dinheiro da venda.

Essa é uma das fraudes com cartões de crédito mais comuns no e-commerce brasileiro, mas felizmente pode ser facilmente identificada quando a loja adota um bom sistema anti-fraude.

Auto-Fraude – O estelionado pessoal

A situação chamada de auto-fraude é o cenário no qual o verdadeiro titular do cartão, agindo de má fé, efetua a compra na loja virtual e depois alega não reconhecer aquela compra, exigindo o estorno do lançamento em sua fatura. É uma situação muito mais comum do que se imagina e praticamente não tem como ser identificada pelo gestor de e-commerce. O problema só não é maior porque as administradoras passam a monitorar os clientes que fazem dessa prática um hábito. Esse tipo de fraude no e-commerce é bem maior do que se imagina.

Outros motivos para o Chargeback no e-commerce

chargeback por desacordo comercial não chega a ser considerado uma fraude, embora alguns clientes mal intencionados se valham dessa situação para provocar fraudes em lojas virtuais.

Uma situação de desacordo comercial ocorre quando o cliente alega que houve um problema qualquer na transação comercial como, por exemplo, erro no preenchimento dos dados do comprador, divergência de assinaturas ou insatisfação do cliente com o produto adquirido.

A questão das fraudes com cartões de crédito em lojas virtuais é realmente ameaçadora e deve ser levada em consideração em qualquer projeto de e-commerce.

As fraudes com cartões de crédito em lojas virtuais
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3 COMENTÁRIOS

  1. Muito bom o artigo, porém tenho uma dúvida, no caso das lojas que usam serviços de pagamento como o pagseguro, quem sai com o prejuízo no caso de fraudes? A loja ou o pagseguro?

  2. Isto já aconteceu várias vezes comigo, pelo menos 1 vez por semana alguém tentava passar o golpe na loja.
    Conversei com 1 advogado e ele disse que a partir do momento que a administradora autoriza a compra, você está amparado legalmente pois é a administradora que é responsável por isso e não o lojista, causa ganha em caso de processo mas depois disso a administradora também poderá recusar você lojista como cliente. Enfim, qual seria a solução? Vejo muitos amigos lojistas aderindo a cartões como o PAG SEGURO, MOIP e outros.

    • Jose,
      este advogado está desinformado.
      No caso de vendas à distância (telefone e ecommerce), há uma cláusula específica no contrato com a operadora que deixa claro que o risco da venda é do lojista.
      Isso ocorre porque é papel do lojista autenticar o cliente, ou seja, comprovar que ele é ele mesmo.
      No comércio tradicional, ele pode apresentar a identidade, assinar um comprovante ou digitar a senha no caso dos cartões com chip.
      Na internet não há como autenticá-lo ainda. A operadora apenas confirma que o cartão de crédito existe e possui saldo, mas não se responsabiliza pelo uso dele.
      As operadoras inclusive publicam cartilhas com procedimentos de segurança que devem ser adotados para evitar fraudes ou minimizar riscos.
      De toda forma, o recomendável é contratar uma ferramenta de gestão de risco como ClearSale ou FControl.
      Ou utilizar um intermediador de pagamentos como PagSeguro, Moip, Pagamento Digital, etc, que neste caso assumem o risco (e obviamente cobram por isso. As taxas de 5% a 7%/transação não são à toa)

      Abraços
      Flávio Maciel

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