Moda lidera vendas do comércio eletrônico

Moda lidera vendas do comércio eletrônicoA “cara” do comércio eletrônico brasileiro mudou: hoje, as vendas de roupas, calçados e acessórios lideram as vendas. No primeiro semestre, as vendas pela internet somaram R$ 12,74 bilhões, com alta de 24% em relação ao ano passado, segundo o relatório Webshoppers, divulgado na semana passada pela E-bit, especializada em informações do setor.

Entre os setores, o de moda e acessórios se consolidou como líder das vendas online, com 13,7% da receita total. Em seguida vieram eletrodomésticos (12,3%), cosméticos e perfumaria (12,2%), informática (9%) e livros (8,9%).

O número de pedidos somou 35,5 milhões de janeiro a junho, com alta de 20% em relação ao mesmo período de 2012, enquanto o tíquete médio de compras subiu 4%, para R$ 359,49.

As 50 maiores redes responderam por 80% do faturamento do e-commerce no primeiro semestre — a E-bit estima que o País tenha cerca de 40 mil empresas disputando a preferência do cliente na internet.

O desempenho do varejo online fica mais relevante quando se leva em conta que o faturamento do varejo nas lojas físicas cresceu 11,3% no primeiro semestre do ano, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

E os dados mostram que o volume de vendas vem diminuindo nos últimos meses – reflexo do aumento do endividamento das famílias e da preocupação com o emprego, o que faz as pessoas reconsiderarem gastos.

No comércio eletrônico, o crescimento continua expressivo, entre outros fatores, porque a base de consumidores que compra online ainda é pequena. Segundo o diretor-geral da E-bit, Pedro Guasti, hoje o comércio eletrônico representa de 3,5% a 4% de todas as vendas do varejo brasileiro.

— Nos Estados Unidos, o número fica entre 8% e 10%.

Para Guasti, a elevação do porcentual no Brasil deve acompanhar o crescimento do uso da internet. O relatório Webshoppers apontou que, no primeiro semestre de 2013, houve a entrada de 3,98 milhões novos consumidores no meio online, ante 4,64 milhões no ano passado.

A maior parte do novo público é das classes C e D — 58,62% dos “estreantes” têm renda familiar de até R$ 3.000. A alta do uso de dispositivos móveis também teve impacto no crescimento das vendas. No primeiro semestre, 3,6% das vendas online foram feitas por aparelhos como smartphones e tablets. Há um ano, esse porcentual era 1,3%.

— Acredito que em quatro ou cinco anos poderemos chegar ao patamar dos Estados Unidos.

Preços

Já o comportamento de preços no comércio online tende a ser diferente do varejo como um todo, disse Guasti. No primeiro semestre deste ano, houve deflação de 4,59% de acordo com o índice Fipe/Buscapé.

Ainda assim, o tíquete médio das compras online cresceu 4%, para R$ 359,49. De acordo com Guasti, o efeito é explicado pelo lançamento de novos produtos, sobretudo na categoria de eletrônicos, a segunda mais relevante para o e-commerce.

— A dinâmica do comércio eletrônico é voltada para novos produtos, de tíquete médio maior.

Desde outubro de 2012, porém, quando o índice indicava redução de 8,92%, a queda de preços vem diminuindo mês a mês. Considerando apenas o mês de junho, houve crescimento de 0,04% nos preços.

— Isso pode indicar que no segundo semestre podemos ter uma inversão de deflação para inflação.

A valorização do dólar ante o real é um dos fatores que contribui para a elevação de preços, principalmente de eletrônicos. Apesar disso, o diretor da E-bit avalia que a alta competição entre as lojas virtuais faz com que haja forte preocupação com a marcação de preços.

Segundo a pesquisa, 59% das pessoas que compram pela internet justificam a escolha de uma loja virtual porque consideram os preços menores. A previsão é que o comércio eletrônico chegue ao final do ano com faturamento de R$ 28 bilhões, uma elevação de 25% frente ao ano passado.

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