Prevenção contra fraudes no comércio eletrônico
Como se prevenir contra fraudes no e-commerce
O tema segurança na internet está sempre em pauta. Há diversas preocupações, como acesso a conteúdos inapropriados por crianças e adolescentes, assédio sexual, golpes dos mais diversos tipos, enfim, são muitas as questões pertinentes. O vendedor deve considerar o risco como parte do negócio, medir qual é o provável índice de perda e verificar a possibilidade de incluir esse percentual no seu custo
Neste artigo, abordarei, especificamente, as fraudes relacionadas ao e-commerce na visão do lojista.
O índice de fraudes no comércio eletrônico, no Brasil e no mundo, gira em torno de 1,2% do total das receitas do setor. Já foi maior e vem apresentando queda. No cenário internacional, há países que evitam transacionar com outros, segundo pesquisa da empresa americana CyberSource, devido aos altos índices de fraudes. Há, inclusive, um ranking de países menos seguros, liderado pela Nigéria e no qual o Brasil figura em sétimo lugar.
As fraudes no mundo, segundo essa pesquisa, contabilizam em torno de US$ 10 bilhões ao ano e, no Brasil, representam aproximadamente US$ 500 milhões.
Os comerciantes no mundo real já lidam com fraudes no seu dia a dia, tais como cheques e cartões de crédito roubados e cheques sem fundo, entre outras. No caso do comércio virtual, há esses riscos e alguns outros, devido ao fato de não haver certezas com relação à identidade do comprador e à veracidade das informações fornecidas. Esse é o tipo de fraude mais comum, ou seja, a compra de um bem ou serviço por meio de um meio de pagamento fraudulento, principalmente os cartões de crédito.
Qual é o caminho, então? Perder a venda? O vendedor deverá considerar o risco como parte do negócio, ou seja, não há negócios sem risco. Sendo assim, ao ter consciência disso, ele deverá medir qual é o provável índice de perda e verificar a possibilidade de incluir esse percentual no seu custo. Por outro lado, obviamente, deverá lançar mão de estratégias que reduzam esse risco e suas perdas.
Para isso, há basicamente dois caminhos possíveis. Um, mais prático e um pouco mais caro, é terceirizar a operação para empresas especializadas atuantes no setor. São os chamados gateways de pagamentos, que funcionam como um intermediário e que fazem toda a análise do crédito. Isso gera maior segurança para quem compra e para quem vende. Há algumas empresas, nesse segmento, que são bem conhecidas: PagSeguro UOL, Pagamento Seguro, Mercado Pago, PayPal, Moip, entre outras. Essa opção é a ideal para pequenas empresas, com pouca ou nenhuma estrutura interna disponível.
Vigilância própria
Outro caminho é a empresa criar uma estrutura própria. Para isso, deverá focar na identificação do comprador e de suas fontes de pagamento. Além disso, o processo não poderá ser demorado. Sendo assim, é interessante o uso de ferramentas automáticas de scoring ou de detecção de sinais de fraude. Em caso de suspeitas, algumas medidas serão necessárias, como validação do nome e CPF na Receita Federal e validação dos dados com sistemas de proteção ao crédito, além de validações ativas, quando se entra em contato direto com os clientes.
Com o aumento da profissionalização do e-commerce no país, podemos observar que o cenário tem melhorado e apresentado cada vez mais segurança para todos os participantes do processo de compras. De qualquer maneira, a prevenção de fraudes no comércio eletrônico será sempre um assunto que preocupará os gestores de e-commerce.
Fonte: Sandra Turchi
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Seria bom tb apresentar possíveis soluções como um tipo de autenticação por token ou uma senha bem criptografada que faria o usuário se identificar e se comprometer com a compra. Anulando o risco do lojista. Outra solução seria o banco deixar de somente ver se tem saldo naquele cartão e liberar e passar a validar o endereço de entrega com o cadastro desse cliente no banco. Se não quiserem fazer isso então que disponibilize o endereço e dados para o lojista comparar e verificar se é válido. As soluções são simples mas tem que tirar pouco do conforto do cliente.
OI! QUEM É VOCÊ? (QUEM É O EDITOR DESTE BLOG DO E-COMMERCE??)
O nome é Rodrigo Lima
Há empresas especializadas em análise de risco, mas acho que a própria empresa pode de repente criar seus critérios de análise.
Já vi utilização de conceitos de Redes Neurais (IA) para análise de risco, é um assunto complexo, exige profissional qualificado no assunto.
Redes neurais são ótimas para esse tipo de análise. A American usa esse sitema há muito tempo.
Obrigado pela correção.
Rodrigo Lima
Você tem razão!
O difícil para um site pequeno é ter um banco de dados grande o suficiente para ajustar a Rede Neural (ou um modelo estatístico de Regressão Logística)
São técnicas que funcionam melhor para grande quantidade de dados… fora que sem os dados fica difícil encontrar variáveis de relacionamento (do tipo: ‘esse cliente já entregou nesse endereço’, ou ‘outro cliente já usou esse telefone’ …)
abs
Realmente. Qualquer sistema neural precisa de uma grande base de dados para poder ser submetido a um “aprendizado” e mesmo assim é necessário fazer uma série de ajustes para que a série não incorpore ruidos à matriz final.
Utilizo redes para análise de comportamento de preços do mercado acionério e tenho sempre que ficar atento à série pois ela precisa expressar o valor atual da moeda e não ao seu valor histórioco.
Um grande abraço
Rodrigo Lima
Será que essas empresas avaliadoras de risco utilizam Redes Neurais?
Algumas sim. Já vi algumas delas utilizando umas redes bem interessantes.
Além dos gateways de pagamento, existem empresas especializadas somente em prevenção a fraude. A ClearSale e a FControl são exemplos.
A primeira é a líder de mercado e faz esse serviço tanto para sites grandes (Americanas, Shoptime, Magazine Luiza…) quanto para pequenos… A segunda oferece algo mais barato…
Parabéns pelo excelente artigo!