Meta da VTEX é reforçar seus planos de expansão internacional

VTEX rumo à expansão internacionalO amadurecimento do comércio eletrônico no Brasil trouxe desafios às companhias que fornecem software e serviços para o setor. As lojas virtuais ganharam corpo e passaram a exigir ferramentas mais sofisticadas. Para manter o ritmo de crescimento, os fornecedores de tecnologia se viram obrigados a reforçar investimentos em inovação e a buscar outros mercados.

A brasileira VTEX, empresa especializada na oferta de softwares para a criação de sites de comércio eletrônico, iniciou seu processo de expansão internacional no ano passado, com a abertura de um escritório em Buenos Aires, e, agora, planeja abrir escritórios no Chile e na Colômbia, como parte de uma estratégia para dobrar o número de clientes.

Alexandre Soncini, diretor de vendas e marketing da VTEX, estima que as vendas para a Argentina responderão por 7% da receita total da companhia neste ano. “Há outros mercados que também apresentam uma demanda aquecida”, afirmou. Um dos mercados nos quais a empresa estuda investir – além do Chile e da Colômbia – é o México.

Com a expansão no exterior, a VTEX espera manter um ritmo forte de crescimento diante da tendência de evolução mais fraca no mercado brasileiro. Em 2012, o número de lojas virtuais que usam os softwares da companhia no país aumentou de 180 para 300, o que representou um crescimento de 67%. A receita da Vtex aumentou 71%, para R$ 24 milhões. “O mercado ainda tem um crescimento forte, mas abaixo da média de anos anteriores”, disse Soncini.

Soncini disse que o crescimento da VTEX baseou-se, sobretudo, na oferta de softwares e serviços mais sofisticados para o varejo on-line, frutos de um investimento de R$ 10 milhões feito no ano passado, com recursos próprios.

Neste ano, a companhia tem como meta elevar a receita entre 80% e 100%. Para alcançar esse resultado, a VTEX pretende reforçar novamente os investimentos em inovação. A companhia vai destinar R$ 30 milhões de seu orçamento para desenvolver ferramentas capazes de permitir que os sites de comércio eletrônico façam mais vendas com o mesmo número de visitas. Os recursos, disse Soncini, virão do caixa da empresa e de um aporte que o grupo sul-africano Naspers fez na VTEX, em 2012, quando adquiriu 27,7% da companhia.

Com softwares mais sofisticados, a companhia prevê ampliar sua carteira de lojas virtuais de grande porte no país. Soncini afirmou que a VTEX também desenvolveu ferramentas mais simples para aumentar o número de clientes de pequeno e médio portes. A meta, segundo ele, é fechar o ano com 600 lojas virtuais usando os softwares e serviços da empresa.

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