Calote virtual ainda assusta logistas digitais

Fraudes ainda emperra crescimento do comércio eletrônico

Dados de mercado afirmam que o comércio eletrônico brasileiro faturou mais de R$ 15 bilhões em 2010, registrando um crescimento de mais de 30% em relação ao ano anterior. Para o especialista mineiro em soluções e negócios virtuais Leonardo Bortoletto, entretanto, o calote virtual tem sido um impeditivo ao maior crescimento desse mercado.

Segundo Bortoletto, aproveitar as enormes oportunidades de crescimento dos negócios pela Internet é fundamental. Contudo, ele alerta que levar um calote virtual é uma possibilidade que precisa ser considerada. “Qualquer canal de venda eletrônico requer proteção e, ao mesmo tempo, os empresários devem tomar cuidado para também não barrar os bons clientes ao adotar medidas preventivas. É preciso encontrar um processo eficiente para separar os pedidos fraudulentos dos corretos”, explica.

Risco é inerenta à atividade

Para ele, é praticamente impossível proteger totalmente um site contra ameaças, até porque, os criminosos estão sempre aperfeiçoando suas ações. Entretanto, é necessário estabelecer um sistema para detectar o problema antes de enviar o produto. “O “Índice de Confiança do e-consumidor”, um estudo desenvolvido pelo Movimento Internet Segura (MIS), registrou aprovação de 86,71% dos e-consumidores em novembro. A regularidade do índice é algo que chama a atenção, uma vez que, durante todo o ano, os números foram superiores a 85%. Dessa forma, o comércio eletrônico mostra que, além de estar evoluindo nos números de faturamento, continua agradando cada vez mais os consumidores com seus serviços e produtos”, afirma Bortoletto.  “Alguns sinais podem ser indício de possíveis problemas que os empresários devem verificar.

Empresas que mantêm um cadastro atualizado conseguem observar questões como um endereço de e-mail sem nenhuma relação com o nome do titular do cartão; pedidos de várias unidades de alto valor que, em geral, não são adquiridas em grandes quantidades como uma máquina de lavar e a entrega em endereço diferente do usual podem ser pedidos suspeitos”, observa ele.

O especialista enumera algumas das diversas são as vantagens para as empresas na internet:

  • estar presente na maior rede de comunicação do mundo;
  • acesso imediato por visitantes de todos os lugares;
  • aproveitamento da interatividade da Internet, uma vez que o site envia e pode receber informações do visitante, diferente de outros canais de comunicação como folhetos ou televisão;
  • cada vez mais as pessoas utilizam a Internet em suas atividades;
  • os consumidores estão aumentando a freqüência de compras e a média de gastos online e a importante redução de custos (produto, suporte, serviço).

“Atualmente, mesmo com 97% das empresas brasileiras possuindo site na internet, ainda é pequeno o percentual daquelas que utilizam a rede para gerar oportunidades de negócios e incrementar o lucro”, afirma Bortoletto. “Em 1982, existiam somente 415 sites no mundo e, hoje, são 174 milhões. A cada dia, 500 mil pessoas entram na internet pela primeira vez”, completa.

Panorama do mercado

De acordo com o Ibope Nielsen Online, 64,8 milhões de brasileiros acessam a internet. Cerca de 75% dos brasileiros que navegam pela internet  estão nas classes C, D e E e 61% dos que compram online costumam conferir os produtos em lojas físicas, antes de fecharem a transação pela rede. O Brasil lidera o ranking mundial de países com maior tempo médio de navegação, com uma média geral em torno de 43 horas e 51 minutos, dado referente a outubro do ano passado.

Os internautas também devem tomar alguns cuidados com as compras virtuais. Conforme Bortoletto, deve-se verificar se os sites são seguros,  observando se existe o cadeado de certificação segura e, antes de comprar, conferir se o site oferece dados de contato legítimos, entre eles e-mail, telefone e endereço.

Os  livros e assinaturas de revistas e jornais lideram as vendas em quantidade de pedidos, seguidos por produtos de saúde, beleza e medicamentos, informática, eletrodomésticos e eletrônicos. O especialista explica que “o bom negócio virtual deve permitir ao internauta se auto-servir, conferir preços, processo de entrega, obter respostas técnicas, comparar. O próprio cliente faz o que a empresa faria a um alto custo, além de ter uma resposta mais rápida, com maior nível de satisfação”, finaliza.

Fonte: Portal Voit

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