Moda alavanca e-commerce no Brasil

Moda alavanca e-commerce no BrasilDados da pesquisa WebShoppers, realizada pela consultoria e-Bit do grupo Buscapé, mostram que o ecommerce de moda e acessórios pela internet subiu do 26º lugar em 2007 para a quarta posição entre os segmentos que mais vendem em todo varejo eletrônico brasileiro. É um dado importante para o mercado e que mostra uma mudança comportamental do internauta brasileiro. “Hoje, o usuário tem mais confiança na compra de vestuário pela internet”, comenta o diretor de marketing e vendas da VTEX, Alexandre Soncini.

A empresa provê soluções para e-commerce e, segundo o executivo, o número de clientes que atua no segmento de e-commerce de moda já representa cerca de 50% dos negócios da companhia. “Somente no início de 2012 já fechamos com 29 clientes dentro desse segmento”, revela Soncini.

Segmento de moda é um do que mais cresce

Sem dúvida é um mercado que cresce a passos largos, “enquanto o e-commerce registrou um crescimento de 25%, nos crescemos mais de 40%”, comenta o gerente de e-commerce da Marcyn, Rafael Bluvol. A marca de lingerie não possui loja física própria e é comercializada no varejo por grandes redes. “Criamos a loja virtual em novembro de 2010 e foi nossa primeira experiência de contato direto com o consumidor”, lembra Bluvol. Esse segmento começou a chamar a atenção do internauta devido aos preços mais baixos e também ao parcelamento em mais vezes, mas o que se percebe é um real interesse do consumidor nesse tipo de produto.

Um fato interessante nesse segmento é o desejo dos varejistas pelo internauta, independentemente se ele compra ou não na sua loja. “Trata-se de um círculo virtuoso, com o amadurecimento do consumidor, muitos varejistas começaram a entrar no mercado e isso deu ainda mais segurança para o consumidor comprar mais e assim esse segmento vai crescendo a olhos vistos, principalmente do segundo semestre de 2011 para cá”, afirma Soncini da Vtex.

“A presença das grandes marcas varejistas na área de vestuário na internet incentivou outras marcas a entrarem na rede e o consumidor começou a comprar com mais segurança, quebrando barreiras”, afirma o sócio-fundador da Cookieweb, empresa especializada em soluções de e-commerce, Natan Sztamfater. “E isso ajudou também a derrubar o grande tabu do tamanho das peças, pois a medida em que as pessoas começaram encontrar suas marcas preferidas na internet, elas já sabem quais as medidas daquela marca”, lembra o executivo.

Padronização de medidas

A questão das medidas é a grande barreira ainda existente no Brasil para alavancar ainda mais as vendas online de roupas e acessórios. Já existe um estudo da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para unificar critérios de definição de padrões de manequins no Brasil. O objetivo é facilitar ao consumidor o encontro de roupas adequadas ao seu perfil, o que caracteriza um problema, já que, atualmente, as medidas dependem de cada confecção. Enquanto isso não acontece cada loja define suas medidas e deixa disponível no site sua tabela. “Já existe o desenvolvimento de ferramentas para auxiliar o usuário a definir seus padrões e facilitar a compra pela internet”, lembra Soncinio da Vtex.

O executivo comenta que grandes lojas já desenvolveram suas ferramentas, como a Marisa que possui o Provador Virtual. Nele o cliente pode medir o seu corpo e receber sugestões do tamanho das peças indicadas. “A barreira das medidas também foi quebrada quando os consumidores passaram a comprar produtos de marcas que já conheciam, e por isso já sabiam a numeração correta”, lembra o sócio-fundador do site de oportunidade Coquelux, Pierre-Emmanuel Joffre. “Além disso, a devolução ou troca de mercadorias é rápida e sem burocracia, o que também, sem dúvidas, ajudou muito o consumidor a ter mais segurança na compra online”, afirma o executivo.

Política de trocas é fundamental

“A questão da troca e da devolução nesse tipo de compra é um diferencial, u ma vez que esse processo segue o modelo norte-americano, incluindo a devolução do dinheiro”, conta Alessandra Zaneti, CEO da Inter.Net, empresa norte-americana que oferece ferramentas no segmento do e-commerce de moda  e acessórios online no Brasil. No ano passado a companhia lançou o Fashionera — um buscador de moda feminina e em março deste ano lançou o Fashionera Place, um shopping online focado apenas em moda (masculina, feminina e kids). Cada loja ou grife tem sua vitrine e o consumidor consegue comprar em lojas diferentes em um único check out, isto é, ele fecha o pedido de diferentes lojas em um mesmo pagamento.

O Fashionera Place conta com mais de 40 lojas de moda e acessórios e tem como meta chegar a mais de 500 lojas no portfólio de clientes. A perspectiva é fechar 2012 com um faturamento de R$ 10 milhões. “A grande vantagem para os pequenos na internet é que eles concorrem de igual para igual com os grandes, ele tem o mesmo espaço para mostrar seus produtos”, afirma Alessandra. “Cada vez mais eu percebo a presença de varejistas de médio e pequeno porte entrando no e-commerce, o que com certeza vai impulsionar ainda mais esse segmento dentro da rede”, afirma a executiva.

Fonte: Proxxima

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