O “Boom” já aconteceu e algumas empresas não se deram conta

Pois é! Nos EUA, por exemplo, segundo pesquisa realizada pela Forrester, o americano já passa o mesmo tempo na internet e na tevê, aproximadamente 13 horas semanais. Isso não só revela que lá a internet já passou pelo “boom”, mas também que o americano busca um meio onde possa ser mais ativo no conteúdo, algo que só a Internet permite.
E o Brasil não está distante desta realidade! Somos o quinto maior mercado do mundo em vendas de computadores, caminhamos para ser o terceiro. Dos e-consumidores 52% já são da classe C. A Internet é campeã de crescimento publicitário e o Nordeste é a região que mais cresce na internet com um aumento considerável de 7,53% de acessos na região. As redes sociais já são acessadas por 67% dos internautas brasileiros. Dos acessos ao Orkut, 50,6% são do Brasil. Isso tudo mostra que, cada vez mais, estamos migrando para este meio com total intensidade e velocidade.

Números estimulam o crescimento do marketing online

O comércio eletrônico encerrou o ano de 2010 com faturamento superior a de R$15 bilhões segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. Essa é mais uma tendência que deveria estar sendo acompanhada pelas empresas. Muitas oferecem seu “fale conosco” nos sites institucionais, que não passam de um “fale consigo mesmo”. Algumas, mais ousadas, já oferecem atendimento via Orkut, Facebook e Twitter, mas continua o monólogo. Os usuários não gostam de esperar, não gostam de perder tempo na web, e o atendimento deveria ser o mais rápido possível. Surpreendentemente, as empresas dividem-se em dois grupos quando o assunto é atendimento aos clientes via web: os que demoram a responder; e os que nem se dão ao trabalho desse feito.
Dias atrás fiz um teste enviando e-mails para algumas lojas demonstrando interesse em comprar, perguntando sobre valores de produtos, custos dos serviços, este tipo de coisa. Quantas delas me responderam? Nenhuma! Admirem vocês, nenhuma me respondeu! Afinal, eu não consigo entender por qual razão oferecer atendimento online se a empresa não consegue atender essa demanda. Cheguei a fazer umas perguntinhas via Twitter apenas para testar, e novamente, nada! Parece que não há interesse em quem quer comprar. Estranho não!

Se o futuro do comércio está online o marketing também deve estar

Numa tentativa de profetizar sobre a web, eu penso que em breve (muito em breve) o grande mercado de compras será, em sua maioria, Online. O custo na web é inferior se pensarmos que não há aluguel, manutenção, luz, água, funcionários, seguranças, vendedores e os empacotadores que teríamos nas lojas fixas. O preço, por sua vez, será mais competitivo em razão desse baixo custo. Não existirão mais tantas lojas fixas. Uma única coisa continuará sendo o diferencial no momento da decisão do consumidor: o famoso bom atendimento. Aquele que melhor atender, com agilidade e personalização ganhará o cliente, e poucas empresas já colhem frutos por estarem atentas a esse comportamento.
As empresas, de um modo geral, ainda não acordaram para esse novo canal de vendas e não conseguem vislumbrar a quantidade de usuários transitando entre sites de compras, e a quantidade de cliques que damos diariamente com a intenção de gastar dinheiro. Definitivamente, as empresas não estão preparadas para esse novo ambiente e nem para esse novo comportamento do consumidor!

Por Humberto Souza

O “boom” já foi e ninguém acordou!
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