Construindo uma loja virtual com personalidade

Como criar uma loja virtual diferenciada. Dando personalidade a sua loja virtualLá em 1995 nasciam as primeiras lojas virtuais do Brasil e a Livraria Cultura foi pioneira (sou suspeita para falar deles, fã é pouco!). De lá para cá o avanço foi grande. As plataformas estão mais robustas, os webdesigners mais malucos e os clientes mais corajosos para gastar na rede. Detalhe: a mulherada já ganhou a parada. Gastar é com a gente mesmo!

Porém reparem numa coisa curiosa: a maioria das lojas são praticamente iguais. Mudam-se os menus de lugar, um banner ou outro, uma frescurinha aqui, outra ali, um chat online, um pop-up intrometido, mas no fundo são todas focadas em uma coisa só: ? Comprem de mim, comprem de mim?, ?Eu só quero vender?.

Logo de cara você tem contato com uma porção de produtos, promoções de todo tipo, cores e mais cores, o vermelho é o predileto e muitos dizem: É porque chama a atenção?!

Afinal, ?se o site da Americanas é todo assim e eles ganham um dinheirão, eu também posso ganhar?? Tsi tsi tsi. Doce ilusão. Enquanto a maioria das lojas continuarem a copiar o modelo dos outros, a Americanas e o Submarino continuarão a tomar conta de 70% do mercado online. Não critico o modelo deles, quem sou eu (meu faturamento ainda não permite), apenas reconheço que são originais. O modelo é deles e ponto. Eles gostam de ter uma loja assim, como descrevi logo acima.

Diferenciando o seu e-Commerce

Mas e vocês? A loja que estão planejando ou que já possuem e querem reformular, ela reflete o que vocês são ou é uma cópia dos modelos que todos já estão cansados de usar? Tá, uma cópia “customizada” ou “melhoradinha”? Algo como beijar a Roberta Close? é cópia, mas parece um mulherão, né? (Ou pelo menos já foi? rs)

Muita gente me pergunta o que fazer para brigar com os preços dos grandes varejistas online e eu digo: pare de brigar! Você é pequeno meu caro, vai apanhar até morrer! Gente pequena precisa apelar para a criatividade e principalmente para o encantamento? Faça pelo seu cliente tudo aquilo que o grandão promete e não faz. E isso ainda será pouco, pois entregar no prazo, atender bem e blá blá blá, é simplesmente básico.

Você precisa superar as expectativas dele. O cliente precisa digitar o seu domínio ou achar seu link no Google e ao entrar no seu “recinto” fazer assim ó: Uau!!!

E você pode pensar Ah, mas isso é caro!, Essas idéias são legais, mas custam muito? É nada! Segue agora uma listinha de idéias (de graça ou baratinhas) para vocês colocarem em prática ontem. São fruto da troca de idéias intensa entre amigos:

Tenha um blog

Essa dica já virou clichê? Mas é fato: conversem com seus clientes, permita que eles possam interagir com você e sua equipe. Há várias plataformas gratuitas como Blogspot e WordPress. Em minutos você está com um blog pronto para bater-papo com quem mais te interessa: seus clientes (vulgo pagadores das suas contas).

Tenha uma rede social

Sabia que você pode ter uma rede como o Orkut só sua? É muito chick! Basta cadastra-se no Ning e fazer como a AgênciaClick. É grátis também! Nesta página a agência fala de tudo o que importa sobre a empresa, fala sobre o que eles fazem e como fazem. Toda a equipe está cadastrada lá e todo mundo que gosta da Click ou é cliente, fornecedor, parceiro, fã, enfim, todo mundo pode se cadastrar e interagir. Lá um cliente troca figurinha com o outro e assim por diante.

Promova encontros pessoais

Isso mesmo, marque encontros pessoais com os grupos que fazem a sua empresa crescer. Isso demonstra o quanto você se importa com a opinião deles? Mas não pode ser de qualquer jeito. Defina temas do interesse das pessoas. Exemplo: você vende roupas infantis na rede e pode promover encontros de mães blogueiras para trocar dicas sobre a saúde dos pimpolhos. Mãe adooooora exibir e falar dos seus filhotes e de como elas são mamães perfeitas e zelosas.
Faça da sua loja um ponto de referência

Não fique limitado a oferecer apenas informações técnicas dos produtos. Eduque seu cliente. Desenvolva artigos ou vídeos que o ajudam a utilizar determinado produto ou serviço da forma mais didática possível, onde até uma criança de dois anos pode entender. Então, por exemplo, se você vende hospedagem, por que não explicar tim-tim por tim-tim tudo sobre hospedagem para o seu cliente? Por que não convencê-lo do quanto é importante escolher um bom serviço de hospedagem para a segurança do negócio?

Se você oferece este tipo de ajuda ao cliente, ele te retribui com recomendações do tipo “Aquela empresa manja de tudo sobre tal assunto” e você torna-se referência no assunto. E qual a conseqüência disso??? Vendas! Afinal, as pessoas agora confiam em você e o que você vende na internet, não é confiança?
Dê a sensação

Ao entrar em sua loja virtual, o cliente está entrando em sua casa. Você é pequeno. Você pode. Não faça pose de empresa grande, pega até mal. Crie uma linguagem gostosa com seu cliente, como quem fala com um amigo e queira de fato tornar-se amigo dele.

Lembre-se do aniversário dele porque você o conhece e não porque quer que ele compre mais. As pessoas percebem a diferença entre as duas coisas. Desista daquele papo chato como “mais de X anos no mercado; frutos de um serviço diferenciado e inovador investindo em equipamentos modernos, profissionais capacitados; preservando o meio ambiente, investindo em segurança”. Ou seja: mais do mesmo. Parta para outra. Traduza tudo isso para: “Os X anos de experiência que minha empresa possui podem servir para te ajudar a resolver tal problema”?

Levante a bandeira da independência

Repare bem nas perguntas que te fazem por e-mail ou pelo chat e assegure-se de que aquelas informações solicitadas estão no site. Provavelmente não estão e se estiverem, devem estar escondidinhas. A cada ocasião como esta, desenvolva uma forma daquele cliente, quando voltar, achar a informação que deseja, o mais rápido possível e assim, ele fica mais livre, menos dependente para comprar e você diminui seus custos operacionais.

Tenha um produto ou serviço inusitado

Foque numa necessidade do cliente que às vezes nem ele sabe que tem. Querem uma idéia legal? Acessem o eMeias. Eu bato palmas para a dupla que criou este conceito. Muuuuuuito bom!!! Eles oferecem até test-drive!!!

Tudo o que eu disse pode se resumir ao fato de que nos negócios não falamos de empresas com empresas ou de pessoas com empresas – tratamos de pessoas com pessoas.

Empresa é CNPJ. Quem assina contrato é gente. Gente gosta de ser bajulada, conquistada, afinal o que o ser humano mais quer é se sentir importante para alguém. E isso vai ficar cada vez mais forte com o aumento da mulherada comprando na rede (Homens, vocês estão perdidos, nem aqui os deixamos em paz? hehehe).

E contra a concorrência só há uma solução: seja original e acima de tudo um conquistador. Porém não um conquistador barato, mas sim o tipo de sujeito que liga no dia seguinte, que faz o pós-venda, entende? Que cuida do que tem.

Construindo uma loja virtual com personalidade
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7 COMENTÁRIOS

  1. Lígia, parabéns pelo artigo. As vezes sabemos o óbvio, mas preferimos investir e pegar “carona” nos modelos que os grandes varejistas on-line já criaram.
    Você acredita que a “compra com um clic” e o “arrastar direto para o carrinho de compras” pode ser tornar uma tendência?
    Abraço;

    Paulo Braga

  2. Concordo com todos os pontos expostos, acho que a corrida por resultados tem gerado este tipo de comportamento, onde, pessoas pensam que simplemente fazer uma loja online é sinal de sucesso garantido. A maioria não encara uma lojavirtual como projeto, não dão o valor a devidade atenção, ou seja, complementaria dizendo que para uma boa loja virtual, a mesma deve conter os mesmos passos de uma loja convencional, com plano de negócios e gente que realmente entende de cada passo, desde a seleção do fornecedores, o design, o planejamento e a abertura das portas até as “antigas” mas válidas regras, que dizem, mais fácil manter um cliente do que conquistar novos.

    Sucesso

  3. Esse tipo de dica que foi passado neste artigo é o que muitas lojas precisam para conquistar uma pequena fatia do mercado que para quem está começando se torna muito.

    Ótimo artigo Lígia, quero participar de uma de suas reuniões sobre o Bate Papo sobre e-commerce.

  4. Temos que fazer com que as lojas virtuais se aproximem cada vez mais das lojas reais pois os consumidores já as conhece e se sentem bem comprando nelas. Vamos prover este mesmo conforto e segurança da compra sentidos, nas lojas virtuais. Fazer com que o cliente possa “apalpar” mesmo que virtualmente, aquilo que está comprando. Ele, o cliente, quer conhecer o produto que está comprando.

  5. Concordo, Lígia, em especial com o trecho “Empresa é CNPJ. Quem assina contrato é gente.” Acredito que um dos maiores artifícios para conquistar o e-consumidor seja justamente essa humanização do contato empresa-cliente. No entanto são poucas as empresas online capazes de detectar o potencial desse tipo de abordagem.

    Ótimo artigo, Lígia. Parabéns.

    Túlio Zacareli
    Jet Tecnologia em Comércio Eletrônico

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